segunda-feira, 19 de julho de 2010

Magna carta

Tenho medo dos olhos vazios
Que seu olhar demonstra
Quando julga o meu olhar.

Procuro uma razão pra lhe dar
E não encontro nada, nenhuma resposta.
Prefiro me passar por louco, bêbado,
Doente,  pois é mais conveniente acreditar nessa razão.
É mais cômodo.

Pergunta-me então por quê  minto;
E eu minto por não conseguir dar o privilégio da verdade,
que, na verdade nem eu sei.
Esse privilégio nem eu mesmo me dei.

Então, por não aguentar a pergunta,
Lhe dou qualquer resposta,
Pois a verdade se encosta no sentimento
Que ainda que me traia, dizendo que partira
Me sinto no direito de transformá-lo em uma mentira.

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